As visitas estavam suspensas desde 15 de maio, quando a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura identificou a morte de aves aquáticas; ao todo foram registrados 36 óbitos

O diagnóstico conclusivo das coletas e análises laboratoriais apontou que a causa das mortes foi botulismo Foto : Fernanda Bassôa / Especial / CP

Com o anúncio da reabertura do Parque Zoológico, em Sapucaia do Sul, no sábado, o clima seco neste domingo contribuiu para que a movimentação de visitantes voltasse ao normal. Mesmo com temperaturas amenas e céu nublado, famílias da região aproveitaram o dia de folga para caminhar entre os recintos e contemplar a beleza e o comportamento curioso dos animais. As visitas no local estavam suspensas desde 15 de maio, dois dias após a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) identificar a morte de cisnes em um dos lagos. A reabertura ocorre com vigilância contínua sobre a saúde dos animais e as condições ambientais, garantindo segurança aos visitantes e o bem-estar da fauna.

Moradora de Sapiranga, Janine Gaspar da Silveira, trouxe a filha Mariana, de 4 anos, pela primeira vez ao local. "Viemos ver os animais, o local onde vivem e aproveitar o dia longe do agito das praças e comércios. A natureza acalma e é exuberante. Domingo é o dia que temos para ficar juntas." João Ricardo Costa e Silva, de Parobé, também aproveitou a manhã livre para chamar a família e ligar para um grupo de amigos. "Ficamos sabendo da reabertura do parque e logo combinamos de passar o dia por aqui. Trouxemos chimarrão, cadeiras, bola e no caminho compramos carne e carvão para fechar o domingo com aquela churrascada. As crianças adoram correr neste espaço. É um ambiente muito agradável."

DIAGNÓSTICO APONTOU BOTULISMO COMO A CAUSA DAS MORTES

A Sema informou que reabertura dos portões do Zoo e a liberação da visitação aconteceram com base em avaliações técnicas e laboratoriais, após 15 dias sem registros de óbitos de aves aquáticas, que validaram condições adequadas e atestaram segurança sanitária. Segundo a massa, o diagnóstico conclusivo das coletas e análises laboratoriais apontou que a causa das 36 mortes (33 cisnes, dois coscorobas e um pato-do-mato), foi botulismo, enfermidade causada pela toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum.

De acordo com as equipes técnicas, o botulismo não representa risco de transmissão aos visitantes, uma vez que não é uma doença contagiosa por contato com animais ou ambientes. Em humanos, a intoxicação está associada à ingestão de alimentos contaminados ou malconservados. O foco da doença já foi encerrado. O último óbito ocorreu em 29 de maio.

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