O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que Israel vai cessar os seus ataques ao Líbano porque "cumpre o que promete", alegando que, se não ...

O republicano frisou que se não fosse o próprio "Israel teria sido aniquilado", após o que fez lembrar a retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 com o Irão.

"Se eu não tivesse cancelado o Plano de Acção Conjunto Global (JCPOA), lembrem-se que este teria sido um caminho legal para uma arma nuclear. Mas se não o tivesse feito, e se não tivesse atacado o arsenal nuclear do Irão há dez meses com bombardeiros B-2, Israel não existiria hoje", defendeu.

Trump reiterou que a sua relação com o chefe do Governo israelita "é boa", embora tenha reconhecido que é necessário mantê-la "minimamente sã".

Esta não é a primeira vez que se manifesta desta forma sobre Netanyahu, que descreveu esta semana como "um homem muito bom, mas que por vezes se deixa levar pela emoção".

"Eu disse a 'Bibi', pode ser um pouco mais diplomático. Não precisa de demolir um edifício de cada vez que alguém do Hezbollah entra nele", frisou numa conferência de imprensa.

Os governos de Israel e do Líbano estão a negociar um possível acordo que incluiria a retirada das tropas israelitas.

Ambos os lados exigem o desarmamento do Hezbollah, que se recusa a dar este passo enquanto a invasão do país se mantiver, enquanto o Irão exige a retirada de Israel e o fim dos seus ataques no âmbito do memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos.

O próprio Donald Trump manifestou o seu apoio a um "cessar-fogo total" em "todas as frentes, incluindo no Líbano", depois de o Governo israelita se ter afastado do acordo e ter afirmado repetidamente que não os envolve.

Os ataques de hoje fizeram pelo menos 49 mortos e 97 feridos, elevando o número total de vítimas dos ataques israelitas no Líbano, no contexto da guerra com o Irão, para 3.980 mortos e 12.001 feridos.

Leia Também: Pentágono precisa de mais 69,7 milhões para a guerra e outras despesas