Técnica HoLEP permite tratar a hiperplasia prostática com recuperação rápida e menor risco de complicações
A hiperplasia prostática benigna (HPB), popularmente conhecida como aumento benigno da próstata, é uma condição bastante comum entre os homens, especialmente após os 50 anos.
Embora não seja um câncer, o crescimento da próstata pode comprometer significativamente a qualidade de vida ao provocar sintomas urinários que afetam o sono, o conforto e as atividades do dia a dia.
Entre os sinais mais frequentes estão a diminuição da força do jato urinário, dificuldade para iniciar a micção, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, aumento da frequência urinária e a necessidade de acordar várias vezes durante a noite para urinar.
Em casos mais avançados, a condição também pode favorecer infecções urinárias, retenção urinária e outras complicações.
Nos últimos anos, a urologia tem avançado no desenvolvimento de técnicas menos invasivas para tratar o problema.
Entre elas, uma das que mais se destacam é a HoLEP (Holmium Laser Enucleation of the Prostate), considerada atualmente uma das opções mais modernas e eficazes para o tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna.
O procedimento é realizado pelo urologista Dr. Caio Pasquali, especialista em cirurgias minimamente invasivas e referência na técnica, com mais de mil procedimentos realizados.
A HoLEP utiliza um laser de hólmio para remover o tecido prostático responsável pela obstrução do fluxo urinário.
Diferentemente de cirurgias tradicionais, o procedimento não exige cortes externos.
Todo o acesso é realizado por meio da uretra, tornando a abordagem menos invasiva e favorecendo uma recuperação mais rápida.
Segundo especialistas, uma das principais vantagens da técnica é a precisão do laser, que permite a remoção do tecido prostático com menor risco de sangramento e menor agressão aos tecidos ao redor.
Além disso, o procedimento costuma proporcionar menor tempo de internação hospitalar, retorno mais rápido às atividades habituais e melhora significativa dos sintomas urinários.
Outro diferencial importante da HoLEP é sua versatilidade.
Enquanto alguns tratamentos apresentam limitações dependendo do tamanho da próstata, a técnica pode ser utilizada em próstatas de qualquer volume, incluindo aquelas consideradas muito aumentadas.
Essa característica amplia as possibilidades terapêuticas para pacientes que anteriormente precisavam recorrer a procedimentos mais invasivos.
A técnica também oferece uma vantagem diagnóstica relevante.
Todo o tecido removido durante o procedimento pode ser encaminhado para análise anatomopatológica.
Isso permite identificar ou descartar a presença de células cancerígenas, contribuindo para uma avaliação mais completa da saúde prostática.
De acordo com o Dr. Caio Pasquali, a HoLEP representa um avanço importante na urologia moderna por reunir eficácia, segurança e resultados duradouros.
O especialista explica que muitos homens convivem por anos com sintomas urinários acreditando que as alterações são uma consequência inevitável do envelhecimento.




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