Haiti é a seleção mais faltosa dos 24 jogos iniciais da competição na América do Norte

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19.jun.2026 às 11h01

Terminada a primeira rodada da Copa do Mundo, o Grupo C, com Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia, não é o líder em gols feitos, tampouco sofridos. Também não é o com mais chances criadas ou tentativas de gol.

Mas há uma estatística na qual o quarteto de equipes da chave deixou todos os outros no chinelo: número de faltas, com 74 em dois jogos, média de 37 por jogo, número digno de Campeonato Brasileiro.

Quem puxa o carro do jogo duro é a próxima rival do Brasil, a seleção haitiana. Foram 23 infrações anotadas pelo árbitro na derrota de 1 a 0 para a Escócia, no sábado (13), em Boston.

O número fez da seleção caribenha a campeã de faltas entre as 48 da Copa após a primeira rodada. O segundo time que mais bateu foi justamente o escocês, com 21 faltas.

Assim, o confronto foi o mais faltoso da rodada inicial do Mundial, com 44 infrações.

Nem os atacantes aliviaram no duelo. Pierrot, do Haiti, cometeu quatro faltas; Isidor, seu colega de ataque, fez outras três.

Do outro lado, o atacante escocês Ché Adams também não aliviou e fez quatro faltas para deter as ações haitianas.

Na outra partida, entre Marrocos e Brasil, foram 30 faltas anotadas durante o empate por 1 a 1, na estreia em Nova Jersey: 16 da seleção brasileira e 14 da marroquina.

Os números também colocam Brasil e Marrocos no top 10 das faltas, com os sul-americanos em sexto e os africanos em décimo.

Habitualmente caçado, Vinicius Junior, autor do gol, esteve entre os que mais bateram. Foram três faltas do atacante do Real Madrid. Mesmo atuando por apenas meio tempo, o volante Fabinho também fez três faltas.

Já o flamenguista Lucas Paquetá apanhou mais do que os atacantes, com três infrações sofridas —cometeu duas.

Antes da partida contra o Brasil, o técnico haitiano, o francês Sébastien Migné, disse acreditar na vaga, principalmente com a nova regra que beneficia oito terceiros colocados.

"Nossos rivais têm muito mais a perder do que nós. Que sorte para os meninos poderem jogar nesse tipo de atmosfera. Compartilhar isso com eles foi fantástico, e acho que vai continuar sendo assim. Não vamos desistir e vamos tentar escrever uma história ainda melhor do que o que fizemos até agora", comentou.

Que seja uma história menos faltosa.