Ministro afirmou que decisão será tomada se houver estabilização do preço do petróleo
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19.jun.2026 às 14h46
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (19) que deve ser possível avaliar ainda em junho a estabilização do preço do petróleo, o que permitirá reverter as medidas emergenciais de subsídio a combustíveis, se confirmado esse cenário.
Em entrevista ao portal Jota, Durigan declarou que a avaliação será feita a partir da definição do acordo entre EUA e Irã pelo encerramento do conflito no Oriente Médio.
"Talvez semana que vem seja definitiva, ou no máximo na seguinte, mas acho que dentro do mês de junho a gente vai ter essa definição de que houve uma estabilização, as causas que geraram as medidas não estão mais existentes, portanto está na hora de reverter as medidas", disse.
O secretário-executivo do ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou na terça-feira (16) que os subsídios podem ser encerrados caso o petróleo permaneça no patamar de US$ 80. "Se estabilizar (em torno de US$ 80 o barril), realmente não há necessidade de continuidade das medidas. A gente vai retirar por prudência, com toda certeza", comentou em entrevista à agência de notícias Reuters.
O adiamento das negociações entre EUA e Irã fez com que os negociadores adotassem a cautela e o preço do barril Brent, referência mundial, está oscilando nesta sexta. Ele começou em queda de 1,29%, cotado a US$ 78,82, às 21h de quinta-feira (horário de Brasília), mas passou a subir, atingiu US$ 80,80, alta de 1,19%, por volta das 13h45 de sexta-feira e estava a US$ 80,34, valorização de 0,61%, às 14h30.
Questionado se vê espaço para outro corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, Durigan afirmou que o mundo parece caminhar para um cenário de desinflação com o encerramento do conflito, o que dá margem para mais uma redução de juros pelo Banco Central.
Nesta semana, o BC anunciou o terceiro corte consecutivo de 0,25 ponto percentual da Selic, a 14,25% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto ao argumentar que avalia trajetórias de juros "alternativas" para atingir a meta de inflação em um horizonte um pouco mais distante, postura que gerou reação negativa no mercado.
Em relação à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que tramita no Senado para dar autonomia financeira ao BC, Durigan comentou que vê problemas no texto, citando impactos na contabilidade pública e em uma ampliação de poderes do órgão.
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Ele afirmou concordar com o fortalecimento do BC, assim como o de outras agências, mas disse se preocupar com as possíveis consequências da PEC. "Eu vou sem dúvida reabrir esse debate com Gabriel Galípolo (presidente do BC), que já temos conversado sobre isso, com o presidente Lula", destacou.
O ministro voltou a afirmar que defende a indicação de diretores ao BC pelo governo, travada desde o início do ano, mas ponderou que "isso está além das minhas prerrogativas" e será decidido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durigan ainda afirmou que o Plano Safra a ser anunciado neste ano deve prever um volume de recursos similar ao do ano passado, de R$ 593 bilhões, podendo haver uma liberação recorde nesse novo ciclo.
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