Cuba aprovou amplo programa de reformas para impulsionar economia de mercado e enfrentar a pressão exercida pelos EUA, que inclui um bloqueio petrolífero

O Departamento de Estado americano qualificou hoje como "sinais de fumaça superficiais" as reformas econômicas anunciadas na véspera em Cuba.

"Estas 'reformas econômicas' graduais são modestas, chegam com grande atraso e, em última instância, são sinais de fumaça superficiais do regime cubano", disse à AFP um porta-voz do Departamento de Estado.

Cuba aprovou ontem um amplo programa de reformas destinado a impulsionar a economia de mercado para enfrentar a intensa pressão exercida pelos Estados Unidos, que inclui um bloqueio petrolífero.

As 176 medidas representam a reforma mais significativa do modelo econômico na ilha desde a adoção do comunismo, há quase 70 anos.

Mas, para Washington, trata-se de uma "estratégia típica" de anunciar "supostas reformas para criar a ilusão de um compromisso com a mudança, para depois revertê-las rapidamente enquanto o controle total do regime se vê ameaçado", disse o funcionário.

Os Estados Unidos exigem "reformas econômicas e políticas muito mais substanciais que tornem Cuba atraente para os investidores (...) e ofereçam ao povo cubano a liberdade, a dignidade e as oportunidades que merece", acrescentou.

As relações entre Estados Unidos e Cuba têm se tensionado consideravelmente desde o começo do ano, especialmente depois que Washington depôs o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

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